Hangares: TERMINARAM (?) AS DEMOLIÇÕES SEGUEM-SE AS LIMPEZAS

Ao segundo dia terminaram(?) as 14 demolições na Ilha da Culatra, núcleo histórico-habitacional dos Hangares. Agora, tal como ainda está a acontecer no núcleo do Farol, na mesma ilha, seguem-se as limpezas dos entulhos provenientes dos derrubes das habitações. Mas, sabendo-se que estão a decorrer nas barras dos tribunais as decisões sobre as muitas providências cautelares que suspenderam dezenas de demolições naqueles dois núcleos habitacionais, as populações temem que, em caso de algumas derrotas judiciais, as demolições tenham continuidade, agora sobre as casas que, temporariamente, escaparam a esta fase de derrubes no Farol e Hangares. Por isso o nosso ponto de interrogação sobre o fim das demolições.

Assim, assistimos a uma alegria controlada por parte dos moradores, dos Hangares e Farol, com o presidente da Associação de Moradores dos Hangares, José Lézinho a assitir às demolições no núcleo, enquanto o anterior persidente da Associação, Custódio Santos se encontrava no Tribunal de Faro para defender a própria sede da Associação de Moradores.

Aliás, alguns moradores dos Hangares e Farol continuam a ser chamados a Tribunal (ainda hoje tal aconteceu) como testemunhas em defesa das casas de vizinhos dos respectivos núcleos habitacionais pertencentes ao Concelho de Faro. Sublimhe-se que toda a Ilha da Culatra pertence a Faro.

Para já, no final das demolições de hoje no núcleo histórico da I Guerra Mundial, José Lézinho mostrou a sua “alegria”, apesar de algo contida, com o “fim dos derrubes de casas de pessoas humildes”, esperando que, nos próximos dias, “as limpezas de entulhos e outros lixos provenientes das demolições sejam concluídas com êxito”.

Igualmente “satisfeito pela colaboração da Associação de Moradores para que tudo tenha decorrido sem problemas”, o relações públicas da Marinha, comandante Pedro Palma, saíu dos Hangares, tal como já tinha feito no Farol, “com o sentido do dever cumprido”, até por estarmos perante duas operações de segurança que se previam escaldantes. A aceitação de dezenas de providências cautelares por parte dos tribunais acalmou os ânimos das populações…., esperançadas em decisões judiciais favoráveis. Não faltará muito para se saber se valeu a pena ter esperança…

Manuel Luís – t e f    

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