MARINHEIRO AMIGO OS HANGARES ESTÃO CONTIGO

Lembremos que nas cerimónias realizadas recentemente nos Hangares, que contaram com a amaragem de um moderno hidroavião ao largo dos Hangares (cerca de 70 anos depois das últimas amaragens dos antigos hidroaviões franceses), a inauguração de um monumento que assinala o centenário do núcleo, a Marinha e a Autoridade Marítima assinaram um protocolo com a Associação de Moradores dos Hangares para permitir a acessibilidade da população à ponte militar, a Marinha anunciou a reativação da infraestrutura dos Hangares, (o que aconteceu há cerca de um mês). A revelação foi feita pelo almirante António Silva Ribeiro, chefe do Estado-Maior da Armada

Assim, porque na cerimónia, onde foram feitas várias promessas à população dos Hangares, na presença do Secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrelo, o Comandante Naval – Vice-almirante Gouveia e Melo, os deputados Luís Graça e António Eusébio, e vários vereadores(as) do executivo (PSD-CDS) e oposição (PS e CDU), além das associações de moradores da Culatra e Farol, o Vice-Almirande Gouveia e Melo recordou que “a Marinha é Povo”.

Perante tal afirmação, numa altura que houve rendição do primeiro efetivo, temos de reconhecer que o primeiro grupo de marinheiros (na foto acima) que foram destacados para a primeira guarnição das novas funções da Marinha nos Hangares, liderados diáriamente pelo cabo manobras Guerreiro (2º. da esqª na foto) teve uma atuação e intertligação excelentes com a população deste núcleo histórico.

Acreditamos que a mesma postura vai acontecer com o segundo grupo de operacionais da Marinha, até porque, cumprindo um pedido da AG da Associação de Moradores dos Hangares, realizada este mês, já informaram a direção presidida por José Lézinho que o velho depósito de água dos Galeões a vapôr e as vagonetas de transporte do carvão das carvoarias vão ser recuperados e perservados.

  

Os velhos dos Hangares, da esqª para a direita, António (75 anos – filho d´Ólhão), o alemão Friedrick (9o – que ainda participou na tomada de Marselha na II Guerra Mundial), Vitorino (81 único hangarense vivo nascido nos Hangares, através de uma parteira à moda antiga, na casa do seu Pai Manuel Lobisomem) e Albino (83 – oriundo da antiga armação do atum na Praia de Faro),

A Paula, professora moradora nos Hangares, partiu o pé e, apesar das tradicionais dificuldades de acesso e saída dos Hangares através da sua ponte, a dedicação dos membros da delegação da Culatra da Cruz Vermelha e do INEM, bem como ISN, lá foi transportada para a ambulância que a aguardava em Olhão.

Em tempo de eleições autárquicas, enquanto era transportada em braços através da íngreme escadaria, apesar das dores a Paula não deixou de pedir: “Tira as fotos Manel e escreve para que os políticos que nos têm prometido melhores condições de vida vejam que ainda nos falta tudo (saneamento básico, luz elétrica e transportes públicos) , até os acessos e saídas de urgência dos Hangares”.

Manuel Luís – t e f

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